‘Paulinho saiu da lavoura de Guaranésia para a lateral do Novo Hamburgo


Paulinho no Novo Hamburgo
Paulinho no Novo Hamburgo

Para o lateral-esquerdo Paulinho, o confronto do Novo Hamburgo contra o Inter pode decidir seu futuro. O jogador está nos planos do Grêmio, e uma boa atuação contra o rival deve convencer a direção a levá-lo para o Olímpico. Até 2004, Paulo César Elias, 25 anos, nunca havia pensado em ser jogador profissional. Sua realidade se resumia às lavouras de café de Guaranésia, no interior de Minas Gerais, divisa com São Paulo, onde trabalhava como boia-fria.

Um primo o convenceu a fazer testes no Radium, de Mococa, da quarta divisão paulista, a uma hora de ônibus de sua cidade, onde agradou e atuou por quatro meses. Jogaria ainda no Esportivo, de Passos (MG), antes de se desiludir com os salários atrasados e voltar para a lavoura por mais um ano, dessa vez como catador de laranjas.

Indicado por um amigo que trabalhava como preparador físico, Paulinho aceitou retomar a carreira por um salário mínimo no Chapadão, de Mato Grosso do Sul. Ali, começou a se destacar e chegou a disputar a Copa do Brasil pelo time em 2007. Com o Luverdense, de Mato Grosso, foi campeão estadual em 2009 e atuou ao lado do zagueiro Luiz Henrique, que o indicou ao Novo Hamburgo.

Chegou em agosto do ano passado, fez cinco gols no Gauchão (é o artilheiro do Novo Hamburgo) e se tornou o mais cobiçado dos “Galácticos do Vale”. No Estádio do Vale, há quem garanta que a sua venda resgatará todo o investimento feito para a temporada.

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