O Transporte na cidade, histórias em movimento

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\Desde os tempos coloniais, o transporte de pessoas e coisas eram feitos utililzando-se de cavalos e carroças.

Depois a ferrovia, que se alastrou com o cultivo do café, proporcionou mais tarde a presença de transporte aéreo, mesmo que por curtíssimo tempo. Guaranésia já teve o seu pequeno aeroporto, com o seu “aviãozinho”…

Mas o que aconteceu? Por que o avião caiu? Por que o “Campo de Aviação”que conhecemos quando crianças também foi fechado???

7 comentários sobre “O Transporte na cidade, histórias em movimento

  1. Jorge Héreth

    Quero contribuir com umas informações sobre a parte que é a minha especialidade: a locomotiva. Pela foto cês já viram que é a de nome “Caldas” da antiga Companhia Mogiana. É uma Ten Wheeler (= rodeiros 4-6-0) de fabricação inglesa. Na Mogiana, seu número até 1914 era #54.

    Pela relação de locomotivas de 31 de dezembro de 1911, da CM, trata-se de loco construída pela Sharp Stewart de placas de fábrica não informadas, a 4-6-0 CM #54, classe 10 pela classificação interna inicial da Mogiana.

    Pelo número, ela não pode ter sido construída antes de 1875, ano em que a Mogiana iniciou suas operações. Pelo visual, dificilmente ela dataria de depois de 1895.

    As placas de fábrica #3519 da Beyer Peacock, embora às vezes informadas, não se atribuem porque pertencem à locomotiva 4-4-0 CM #80 classe 9 que em 1914 foi renumerada #64 e que com a renumeração de locomotivas da Mogiana em 1938 acabou recebendo o número #54.

    Vale lembrar que a #54 – pela numeração anterior a 1914 em que a CM simplesmente numerava sequencialmente pela ordem de chegada à ferrovia – foi a locomotiva que trabalhou na construção do trecho de Guaxupé a Guaranésia do Ramal de Passos da CM, e foi ela que tracionou o trem inaugural para cá em 23 de junho de 1912.

    Então, confesso que ainda não consegui achar a identificação exata da nossa #54 aqui. Quando conseguir levantar, publicarei aqui.

  2. Ivan Tavella

    Ao passar um dia ou final de semana com o tio Oscar (Oscar Dias) na fazenda São Francisco, pegava o noturno procedente de Campinas que ia para Passos às 5h30m da manhã em Guaranésia. Poucos passageiros sonolentos. Chega o majestoso trem noturno. Você abre a porta e entra: todos estão dormindo, inclusive o garçon do carro bufê. Ninguém na plataforma. De repente ouve-se um apito do chefe, a locomotiva responde pelo apito 2 vêzes e o trem parte. O dia está amanhacendo e 15 minutos depois chego em Catitó, onde desço e iria a pé até a fazenda São Francisco. Desci do trem com o dia amanhecendo. Umas 10 pessoas, simples alí da roça mesmo também descem. Só que não saem da plataforma enquanto o trem não parte. Juro, nunca vi isso! O trem parte, e depois da passagem de todos os 5 carros o pessoa começa a se dispersar. Nunca vi amor e homenagem tão grande, do povo da região de Guaranésia, como essa, aos trens da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. É de cherar de emoção… E acho que chorei mesmo!

  3. Ivan Tavella

    Morávamos em Ribeirão Preto, e quando crianças passávamos as férias em Guaranésia na casa da vó. Eram tempos mágicos de adolescencia, com os primeiros namoros, primeiras paixões. Parecia que Guaranésia socialmente era muito mais desenvolvida que Ribeirão Preto. Felicidade extrema passar as férias na casa da vó em Guaranésia. O vô era tabelião (Franklin Dias). Nossa família era a Dias, que tinha as fazendas Bebedouro, Pontal, Correnteza, São Geraldo. O tio Oscar ficou com a fazenda São Francisco próximo a Catitó. Minha vó perdeu a fazenda na crise de 1929, e o vô acabou vendendo pínga em bar de periferia. Logo deposi conseguiu o cartório no até hoje magestoso forum de Guaranésia. Na praça principal todos se encontravam: homens circulando num sentido e as meninas em outro. O footing era incrível e mágico. Às 8h00m todos desciam para o cinema, alí mesmo na praça de baixo para vermos o filme do dia (mudava o cartaz diariamente!!). Meus amigos eram o Laércio e Luisinho Heluany. Tinha minhas paixões na época, e as meninas eram lindas: Kátia, Maria Helena…
    O transporde por ônibus era feito por jardineiras da Viação Nasser. Até Mococa a estrada não era asfaltada. Em épocas de chuva era difícil a circulação, todavia bastante emocionante!
    Quando veio o asfalto, o trem ainda resistiu por muito tempo, mantendo seus fiéis passageiros. Numa viagem para Ribeirão Preto, via Casa Branca, passei por lugares maravilhosos, como os perto da estação Júlio Tavares e Morais Sales, próximo a Guaxupé: parecia o paraíso terrestre!!

  4. Ivan Tavella

    Falemos aqui do transporte ferroviário. Por Guaranésia passavam 4 trens de passageiros diários, e 2 cargueiros de cimento. Dois iam para Passos (fim do ramal) e dois outros desciam, indo para Campinas. Assim tínhamos o Expresso, com 1 carro correio, 2 carros de segunda classe, 1 carro de primeira classe e 1 carro restaurante. O trem noturno tinha 1 carro correio, 2 carros de segunda classe, 1 carro de primeira classe com bufê, e 1 carro dormitório (que só ia até S.Sebastião do Paraíso). Os trens circulavam lotados, levando mais passageiros do que a linha tronco da Mogiana, entre Campinas e Uberaba. O trem noturno tinha carros de aço carbono, pintados na cor azul com lista amarela e vidros verdes. Os diurnos (expresso) conduziam belissimos carros de madeira, muito bem conservados, o que hoje é raridade, salvando-se um ou outro na sede da ABPF em Campinas. Existia também a Litorina, que não adentrava o Ramal de Passos, indo somente até Guaxupé. O trem conduzia o filme para o Cine São José em Guaranésia. Era comum no caso de atraso do trem, o cinema não abrir a bilheteria, até ser confirmado se o filme para o dia era o programado ou não (o filme em cidade pequena mudava de cartaz praticamente todos os dias). Era bom ir ao cinema em Guaranésia, único, com sua forma circular! Mais mágico ainda era passear de trem, por exemplo até Monte Santo, passando por Catitó e Itiguassú! O centro comercial era Guaxupé: a tudo se recorria a Guaxupé, voltando todos no trem das 15h05m, que saia pontualmente para Passos.

  5. William Horst Richter

    Contam-me que as terras onde era a estação de trem de Guaranésia pertenciam ao meu Bisavô e Trisavô, Antenor Teixeira de Vasconcellos e João Ferreira de Trindade, a foto acima mostra um senhor montado em um cavalo preto, parece muito com meu Bisavô Antenor , quem pode identificar os senhores da foto ?

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